domingo, 11 de março de 2012

Amsterdam


Olá pessoal

Um dos lugares que eu não poderia ter deixado de ir nessa viagem pela Europa é Amsterdam. Bom, fui pra lá esse fim de semana.

Dessa vez resolvi ir através de uma excursão organizada por uma empresa bem famosa aqui de Londres chamada Anderson Tours. Essa empresa organiza boas excursões pelo Reino Unido e para algumas cidades da Europa saindo de Londres e tudo por um preço bem acessível.

Nessa excursão, tinha mais dois brasileiros e logo fizemos amizade o que facilitou bastante as coisas e tornou mais agradável a viagem.

Saímos as 6h00 da sexta-feira de Londres com destino à Amsterdam. O ônibus seguiu até a cidade portuária de Dover no litoral da Inglaterra, onde pegou um ferry (balsa) para atravessar o canal da mancha com destino a cidade de Calais no interior da França. De lá, partimos através do interior da França e Bélgica até chegar à Holanda.

Em Amsterdam, ficamos hospedados num hotel bem legal (4 estrelas) só que um pouquinho longe da cidade. Falando em cidade, vamos a ela:

Amsterdam é linda. De todos os lugares que visitei na Europa até agora é o lugar que mais gostei.

A capital da Holanda tem cerca de 750 mil habitantes, a economia é fundamentada numa agricultura com tecnologia de ponta e muito desenvolvida, produzindo grãos, batatas e frutas. Além disso, é famosa por empresas como: C&A, Philips, Shell, ABN Amro, entre outras. Em suma, é uma economia que parece nem sentir a crise que ronda a Europa.

Como a maioria de vocês sabe Amsterdam esta abaixo do nível do mar e (acho que) por esse motivo possui relevo totalmente plano e, também por causa disso, todo mundo usa bicicleta pra se locomover. São milhares de bikes espalhadas e enfeitando toda a cidade.

O idioma que se fala por lá é o Dutch (ou holandês), mas, 99,9% dos holandeses falam inglês, aliás, um baita inglês (É impressionante). O povo é extremamente gentil e educado. Eles são super atenciosos e parecem gostar de conversar com turistas, muito legal!

Saindo do hotel umas 18:00, pegamos um ônibus e fomos até o centro da cidade. Chegando lá, me maravilhei com o lugar.

Amsterdam é pulsante, é repleta de luz e energia, pessoas se divertindo o tempo todo e muito animadas, mas tudo isso sem bagunça.








Embora a imagem de Amsterdam seja logo associada à liberdade e a tolerância às drogas e a prostituição, lá não há bagunça. A cidade é bem policiada, o povo é educado e convive com todas as culturas e tipos de gosto com muito respeito.

Andando pela cidade fomos conhecer, por curiosidade, um coffee shop. Antes que vocês comecem a especular: Não, eu não experimentei nem haxixe nem maconha. Vocês sabem isso não é e em nunca foi minha praia.



As drogas toleradas são o haxixe e a maconha, mas não confundam tolerância com uso indiscriminado. Na verdade, existem regulamentações para que se aceite o uso da maconha, como por exemplo: os adeptos só podem fumar no interior das lojas que vendem a erva (coffee shops), também, só é tolerado 5 gramas para consumo pessoal, mais do que isso pode dar cana. Nas lojas que vendem a droga, não é permitida a venda de bebidas alcoólicas e também não se pode fumar e nem beber na rua.

Saindo do coffee shop fomos andar pela área mais famosa de Amsterdam (pelo menos a noite): O Red Light District (Distrito da Luz Vermelha), onde as mulheres se prostituem em meio às ruas do lugar.



A prostituição em Amsterdam é uma atividade profissional como qualquer uma outra, é respeitada, paga imposto e é autorizada apenas naquele distrito. As meninas alugam janelas de casas antigas e ficam ali de lingerie oferecendo seus dotes (e algumas a falta deles) a quem quiser pagar seus honorários. A única regra que tem por lá é não fotografar as meninas na janela, e olha que eu tentei, mas fui retribuído com o apagar das luzes do interior da janela e com um gesto obsceno da garota, mas eu encontrei uma foto no Google que me ajuda a ilustrar o blog:

É exatamente assim que elas ficam nas janelas

Nada contra a prostituição e sem qualquer hipocrisia ou falso moralismo, mas o lugar parece um açougue. Embora seja uma profissão como tantas outras, não consigo deixar de achar triste a mulherada vendendo o corpo daquele jeito, mas essa é só minha opinião, sei lá.

Depois de passear por aquela zona (literalmente) fomos até um PUB tomar uma cerveja e comer alguma coisa. Depois voltamos para o hotel.

No Sábado fomos com a excursão logo cedo a uma fábrica de queijo e de tamancos holandeses que fazia parte do pacote, foi legal, mas podia ter deixado passar, sei lá.


Depois da fabrica de queijo, voltamos pra cidade e conheci Amsterdam com a luz do dia. Maravilhosa! Ruas lotadas, vibrante, muito legal.

Fizemos um passeio de barco pelos canais da cidade. Amsterdam tem 165 canais diferentes fazendo de cada quarteirão verdadeiras ilhotas ligados pelas mais de 1200 pontes que cercam a cidade. A vista é muito bonita.








Depois de terminado o passeio fomos visitar o museu do sexo , o qual conta com uma infinidade de artigos voltados para o perseguido prazer. Tem gibis, filmes antigos, brinquedos e um sem número de fotos retratando o sexo ao longo do tempo (é como ver sua bisavó transando - estranho).


Saindo do museu, fomos até um PUB à beira de um canal tomar cerveja e, de lá, fomos para uma atração muito show de Amsterdam: A casa de Anne Frank.

Pra quem não sabe (e eu também não sabia) Anne Frank foi uma adolescente judia que viveu escondida no porão do escritório de seu pai junto com ele, sua mãe, irmã e mais duas pessoas durante a ocupação nazista da Holanda. Durante esse período escondida a menina de 14 anos foi escrevendo um diário contando sobre a sua vida, sobre a perseguição aos judeus e sobre a guerra. Depois de 2 anos escondidos, eles foram denunciados e descobertos pelos alemães. Os 6 ocupantes do porão foram enviados para diferentes campos de concentração, onde morreram (inclusive Anne), exceto o seu pai, que ao final da guerra retornou para Amsterdam e resolveu publicar um livro com o diário da filha. O Diário de Anne Frank (nome do livro) já vendeu mais de 50 milhões de cópias em quase todos os idiomas.



O museu é super interessante e às vezes emocionante. Ele se localiza na própria casa que serviu de refúgio da garota e esta conservado com os móveis e utensílios da época. Valeu muito a pena ter visitado o lugar.

Depois disso jantamos e voltamos para o hotel.

No outro dia deixamos Amsterdam bem cedo com destino à Bélgica onde conheci a cidade de Brugges, mas isso é um assunto para outro post.

Vaarwel (Tchau em Dutch)




terça-feira, 6 de março de 2012

Portugal


Passei os últimos 3 dias em Portugal e a viagem foi muito show!!!

Dessa vez não viajei sozinho, fui com o Itamar, um amigo brasileiro que fiz na Shane Global.
Saímos (Itamar e eu) de Londres às 10:00 com destino ao aeroporto de Stansted, um dos cinco aeroportos que servem a capital inglesa. O trajeto do centro (Baker Street) ao aeroporto dura aproximadamente 1h15, ou seja, é bem longinho e o caminho faz lembrar a distância de São Paulo ao aeroporto de Viracopos.

Chegando ao aeroporto, o embarque foi rápido e bem fácil. Destaque para o controle de bagagem que é muito mais rígido do que aquele que encontramos no Brasil. Aqui, em cada esteira tem uns 3 ou 4 oficiais, os caras abrem sua bagagem e se tiver qualquer líquido ou creme acima do limite permitido, é descartado na hora, sem conversa.

O avião da Ryan Air decolou exatamente no horário agendado (12:30) e chegamos em Porto as 15:40. No desembarque, a primeira grande alegria: todo mundo fala português.
Cara, depois de mais de 2 meses longe de casa, é muito bom ouvir o povo falar sua língua de novo, mesmo que seja com o sotaque característico. A imigração foi bem tranquila e só as perguntas de praxe.

Saindo ao aeroporto, pegamos o metrô e fomos direto para o centro do Porto, estação de Trindade. Pausa para reflexão: É impressionante como aqui na Europa, mesmo as cidades menores como é o caso do Porto, tem um confortável serviço de metrô que liga o aeroporto ao centro da cidade. São Paulo, a cidade mais rica da América Latina, não tem esse serviço. Vergonha!

Bom, descendo do metrô fomos deixar as bagagens no Hostel antes de passear pela cidade. Ficamos no hostel chamado Porto Spot Hostel, muito bom!!! Altamente recomendável!!! O Hostel dispunha de serviço de bar, cozinha, quarto limpo e confortável, banheiro bom, staff educado e prestativo e ótimo ambiente.

Porto é uma cidade pequena para os padrões brasileiros, com pouco mais de 300 mil habitantes, preserva uma arquitetura antiga e tem vários prédios decorados com azulejos coloridos.

É a segunda maior cidade de Portugal e a base da economia local é o tradicional vinho (do Porto!).

Depois de deixar as coisas no Hostel fomos andar pela cidade com destino às caves de vinho da região de Vila Nova de Gaia, a qual fica do outro lado do Rio D’ouro, e é outra cidade embora pareça a mesma.

No caminho paramos para comer uma “sande” (nome de sanduiche em português de Portugal), foi o pior erro da viagem! Não por causa do lanche, que, aliás, estava ótimo, o problema é que por parar para comer, acabamos chegando nas caves de vinho as 18:10, e já as encontramos fechadas, portanto, perdi uma das principais atrações do Porto, fiquei meio de bode por causa disso e, então, fui afogar as mágoas num bar à beira do Rio D’Ouro tomando algumas taças de vinho do Porto. Uma delícia e não é caro (cada taça custa em média 3EUR). Experimentei também o tradicional bolinho de bacalhau e o risólis de camarão.

A região do Rio D’Ouro é bem bonita, tem uma ponte muito alta (ponte D. Luís), a qual foi projetada pelo escritório do Eiffel (aquele mesmo da torre famosa) que liga o Porto a Vila Nova de Gaia e tem vários restaurantes e bares à beira do Rio que tornam o ambiente bem romântico, pena que eu estava longe da minha amada.

Aliás, para quem quer uma opção barata e bem romântica para viajar com a esposa/namorada/caso, Porto é uma baita opção. Um dia te trago aqui, Van.







Depois de passear bastante pela região do Rio, fomos conhecer os pontos turísticos da cidade, como O Palácio da Bolsa, Igreja de São Francisco, Catedral da Sé e Pelourinho, etc.


 
Igreja decorada com os tradicionais azulejos portugueses

Pelourinho (lá também tem)




Porto é uma cidadezinha bem pequena que parece ter sido construída no meio de uma montanha (ou planalto) bem rochoso. Assim, o terreno é totalmente acentuado, as ruas são muito estreitas e mal comportam carros e há inúmeras ladeiras muito íngremes, o que faz a cidade ser bem alta e, portanto vc tem vistas magníficas do lugar.

Ruazinhas estreitas e...


ladeiras e mais ladeiras...
  
Mais a noite fomos numa rua bem agitada da cidade (não me lembro o nome) ver umas apresentações de umas bandas de rock de Porto que se apresentam na rua por conta de um evento patrocinado pela VodaFone. Lá experimentei a cerveja portuguesa mais popular chamada Super Bock. Muito boa e bem leve.

Adorei a cidade!!!

No outro dia, acordamos as 4:40 para deixar a cidade em direção a Lisboa. Fomos de ônibus (bem confortável) administrado pela Rede Expresso. O problema é que o ônibus das 6:00 é o primeiro que vai pra Lisboa e, também por causa disso, estava repleto de bêbados que provavelmente tinham ido fazer um bate e volta no Porto. Os caras cantavam, gritavam, ouviam música alta, enfim, estava difícil (Lembrei do Super Zé e Super Nigoski). Depois de 1 hora, quando eles cansaram e foram dormir, consegui tirar um cochilo.

A viagem de ônibus de Porto a Lisboa demora 3h30. Chegamos, portanto, as 9h30 em Lisboa, tomamos café, pegamos um metrô e fomos para o Hostel. Ficamos num Hostel chamado Rossio Hostel, que fica muito bem localizado na praça do Rossio, região central de Lisboa e próximo a vários pontos turísticos. De novo, Hostel extremamente bacana, com povo bem educado e prestativo, banheiros limpos, quarto confortável e limpo. Altamente recomendável.

Praça do Rossio, onde fica o Hostel

Lisboa tem cerca de 700 mil habitantes, o que é bem pouco para a capital de um país, e, por causa até da quantidade reduzida de habitantes conserva um ar charmoso e de certa tranquilidade, lembrando muito as cidades do interior de Minas Gerais. A capital é banhada pelo Rio Tejo que é muito bonito, bem largo e limpo.

O clima em Lisboa estava muito bom, dia ensolarado com temperatura média de 15ºC, o que para essa época do ano é formidável, ainda mais se considerarem onde estou vivendo e o péssimo clima de Londres.

Deixando o Hostel, fomos conhecer um dos principais pontos turísticos de Lisboa: o Castelo de São Jorge (vai Corinthians!!!). O Castelo fica num ponto muito alto da cidade e tivemos que ir pra lá de bondinho (bem show!). Bem grande, mas todo em ruínas, o Castelo tem como principal atração a vista da cidade:

Antes do Castelo uma parada no URINOL





Bondinho que nos levou até o Castelo


Depois do Castelo, pegamos outro bonde e fomos para Belém onde andamos à beira do Rio Tejo.

Em Belém, conhecemos a Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Mosteiro dos Jerônimos e aproveitamos para experimentar os deliciosos pastéis de Belém. Fantásticos!!!


Mosteiro dos Jerônimos e o meu carro em frente

Padrão dos descobrimentos

Torre de Belém


Lá, aproveitamos para almoçar num restaurante tipicamente português. Comi um prato com peixe frito e arroz com cenoura e tomei um bom vinho do Alentejo.

Vale ressaltar que a comida em Portugal é muito boa (não dá nem pra comparar com a Inglaterra) e tem um preço bastante acessível. Os visitantes que vem pra cá tem que experimentar a comida, pois como diz um amigo meu:  “Um país ou lugar não se conhece só pelas atrações, mas também pela comida e bebida.”

Depois disso, voltamos para o centro velho de Lisboa e ainda tive tempo de conhecer a região da Rua Augusta, que é uma rua bem tradicional que liga a praça do Rossio e a praça do Comércio, as margens do Rio Tejo, e concentra bons restaurantes e lojinhas. Andando por essa rua fui parado umas três vezes por pessoas que “disfarçadamente” tentaram me vender haxixe e maconha.

Rua Augusta de Lisboa, menos agitada do que a nossa. 








Depois, peguei o imponente elevador da Santa Justa que liga a cidade-baixa à cidade-alta. 

Elevador Santa Justa


Na parte alta da cidade, conheci a igreja do Carmo (ou o que restou dela). Essa igreja foi duramente atingida por um terremoto em 1755 e nunca mais foi restaurada. Hoje esta em ruínas e sem o teto.

Igreja do Carmo

Mais tarde fomos conhecer o bairro do Chiado, que antigamente era uma região boêmia de Lisboa frequentada por intelectuais. Lá, paramos no café “A Brasileira” onde pude tomar mais vinho e conversar um pouco com meu amigo Fernando Pessoa.

O cara é meio caladão

Depois disso, fui dormir.

No terceiro dia, acordamos, tomamos café e continuamos a conhecer a cidade. Foi a vez de ir até o Bairro Alto, onde tem um mirante bem legal que da pra ver a cidade toda.

Por fim, andamos mais um pouco pela região do rio Tejo, almoçamos e fomos para a estação de ônibus para pegar o “auto-carro” de volta para Porto, porque nosso vôo partiria de lá.

Chegamos em Porto por volta das 18h30 e, como nosso vôo estava agendado para as 21:15, não deu tempo de fazer muita coisa.

Nesse meio tempo, fui apresentado a uma “francesinha” e não teve jeito, tive que comer! Estava deliciosa!

A "francesinha" que eu comi

Depois, fomos para o aeroporto e retornei para Londres, chegando em casa por volta das 3:00, terrivelmente cansado.

  
Conclusão da Viagem:

Tiro certo: Hostel e pastéis de Belém

Tiro errado: organização do tempo (faria diferente e teria aproveitado mais Porto).

Porto é adorável (acho que curti mais que Lisboa). A atmosfera charmosa do Rio D’ Ouro torna a visita à cidade bastante prazerosa. Pena que não pude conhecer as caves de vinho do Porto, mas essa pode ser uma boa desculpa para voltar.
Lisboa é tradicional. A história da cidade, que guarda estrita relação com a história do nosso país e dos próprios brasileiros, a inigualável região do Tejo, a comida e a simpatia dos portugueses tornam o lugar especial.

Enfim, foi animal!

Termino o post com uma frase célebre de Fernando Pessoa: "Navegar é preciso, viver não é preciso". 

Troque o primeiro verbo por "viajar" e a frase faz todo sentido, não faz?

Até mais.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Liverpool

Olá galera.

No último domingo fui visitar a cidade de Liverpool. 

Quando comentei com o pessoal que mora em Londres que ia visitar Liverpool a reação foi comum, todos me disseram: "-Pra que?" Diante dessa reação de quem vive por aqui, ja fui meio com o pé atrás para a cidade.

Realmente eu não esperava ver grandes coisas, o que motivou a viagem foi conhecer o lugar de onde veio a maior banda de rock de todos os tempos, e só.

E pra isso, a viagem serviu, vamos a ela:

Acordei bem cedo no domingo pois meu trem sairia da estação de Euston às 8h15. Impreterivelmente no horário o trem saiu, só que a linha de trem estava em reforma em algum lugar perto de Liverpool, o que impossibilitou os trens de chegar diretamente a cidade. Assim, tivemos que fazer um desvio e trocar de trem duas vezes. A viagem que deveria ser feita em 2h30 acabou sendo feita em 4 horas.

Isso deu uma ferrada no meu cronograma e por causa disso não consegui fazer tudo o que queria na cidade.


350 Km separam Liverpool de Londres

Cheguei por volta das 12:23, comprei um mapa da cidade por £1 e comecei a caminhada.

Liverpool é uma cidade portuária que tem cerca de 450 mil habitantes. Até pelo número de habitantes da para perceber que a cidade não é muito grande o que facilita para quem, como eu, estava a fim de conhecer a cidade a pé.

A cidade é dividida basicamente em dois pontos: o centro e a zona portuária e, mal comparando, lembra a cidade de Santos, mas sem as praias.

Para aqueles que ja estão fazendo careta com a comparação, me desculpem, mas é isso mesmo. O que Liverpool tem de melhor é a história dos Beatles e foi por lá que comecei a curtir o domingo.


Na zona portuária, tem um museu dedicado à contar a história dos 4 cabeludos. Quando cheguei ao museu, ainda do lado de fora, ja dava pra escutar a música Hey Jude e ficar ansioso pra conhecer o lugar.

O ingresso para o museu custou £9 (preço para estudante) e garantiu um áudio tour interativo que conta a história da banda.

No museu estão peças como a primeira guitarra de George, o banjo onde John aprendeu a tocar, o óculos redondo que foi imortalizado por Lennon, uma réplica idêntica ao The Cavern da época em que eles tocavam lá, e muito mais. 

É muito legal, vc aprende muito sobre a banda, além de ser emocionante.

Apesar do meu tempo curto, fiquei na exposição por umas 3 horas.


The Cavern Club      

Saindo da exposição, caminhei mais um pouco pela zona portuária e fui em direção ao Centro. Lá, parada obrigatória, é o The Cavern Club.

Pra quem não sabe o The Cavern Club foi o bar onde os Beatles começaram a sua carreira.

Entre 1961 e 1963, os caras fizeram quase 300 shows nesse lugar mítico.
Além dos Beatles, tocaram nesse lugar nomes como Rolling Stones, The Who, Queen, Elton John, Eric Clapton e muitos outros.

Ai vc pensa: "- O lugar deve ser imenso". Que nada, o bar deve ter aproximadamente uns 80 metros quadrados e o palco é muito pequeno. Vc pode imaginar os Beatles tocando num lugar desses?

O The Cavern, é bem semelhante a uma caverna mesmo. Vc desse 3 lances de escada iniciando pela rua até chegar ao bar. Lá, vc nota que as paredes são feitas de tijolos e estes são todos rabiscados pelos fãs que querem deixar sua marca no lugar sagrado para os beatles maniacos. 

Não sei porque motivo (uns dizem que por problemas financeiros, outros dizem que por problemas estruturais do edifício) o The Cavern foi demolido em 1973 (absurdo!).

Mais tarde, foi reconstruído de forma idêntica, na mesma rua e a alguns metros de distância do original, com os tijolos recuperados do edifício original. 

Assisti a uma banda tocando lá e tomei alguns pints de cerveja no lugar onde os Beatles iniciaram a carreira que revolucionou a história da música mundial. Isso eu vou poder contar para os meus filhos um dia. É ou não é espetacular?

Depois do The Cavern, ja era tarde e hora de retornar para Londres, não vi mais muita coisa na cidade. 

Faltou visitar o estádio do Liverpool e eu teria feito isso se não fosse o atraso propiciado pelo trem de manhã, mas tudo bem, valeu a viagem. 

Sai de Liverpool as 18:48, num confortável trem e cheguei em Londres as 21:15.

No frigir dos ovos, Liverpool é uma cidade sem muitos atrativos naturais ou históricos e não tem tanta coisa assim pra ver, mas, pra ser sincero, nem precisa ser tudo isso, pois, Liverpool já deu sua contribuição para a humanidade.

Fiquem agora com o vídeo que preparei com as fotos da cidade:




domingo, 26 de fevereiro de 2012

Futebol em Londres - Chelsea x Bolton

Olá amigos;

Uma das coisas que eu não poderia deixar de fazer aqui em Londres antes de voltar ao Brasil seria assistir a um jogo de futebol de um time local.

Não sei se vcs sabem, mas comprar ingressos de jogos aqui em Londres é ao mesmo tempo difícil e caro.

Difícil porque os torcedores dos times grandes aderem ao programa de fidelidade, estilo sócio torcedor, e compram tudo de forma antecipada. Assim, não sobra quase nada para o público em geral.

Caro porque os ingressos mais baratos custam na faixa de £50, o que é quase R$150,00.

Bom, mesmo diante dessas dificuldades, consegui comprar o ingresso para o jogo de sábado – Chelsea x Bolton. Comprei o ingresso mais barato que me custou £53 para um assento atrás do gol:



Valeu a pena. Vamos aos detalhes.

O estádio do Chelsea é o Stamford Bridge que fica localizado na zona Oeste de Londres, numa área bem bacana.

Como quase tudo aqui em Londres, o estádio tem uma estação de metrô na porta, o que facilita bastante o embarque e desembarque de um contingente enorme de torcedores.

No entanto, assim como no Brasil, existe muita lotação no metro nos dias de jogos e o policiamento é redobrado, a diferença é que aqui é tudo muito organizado.

O Stamford Bridge foi inaugurado oficialmente em 28 de abril de 1877 e foi usado durante muito tempo como uma arena para atletismo. Foi então que os irmãos Gus e Joseph Mears adquiriram o estádio com a intenção de que este recebesse partidas de futebol. A ideia de trazer times da elite do futebol inglês não deu muito certo, então os irmãos Mears decidiram fundar um time para o estádio, o Chelsea Football Club.

O nome e o lugar, chamado Stamford Bridge, remontam a um passado glorioso. Foi o campo da batalhas do reinado de rei Harold, em 1066, contra os vikings. Mas o nome do estádio não tem nada a ver com a batalha, e sim com a localização. Hoje ele é visitado não somente por ser home dos blues, mas por constituir-se de um dos mais antigos da cidade, com quase 140 anos.

Seguem algumas fotos do estádio:










Embora o estádio seja bem antigo, ele continua bem moderno, com instalações super boas. O banheiro é limpo e eles vendem cerveja e lanches dentro do estádio.

Eu comi um hambúrguer gigante e muito gostoso que custou £4,80, ou seja, preço normal. Vc não é assaltado porque está no estádio.

Como não poderia deixar de ser, os assentos são marcados e o pessoal respeita demais esse tipo de coisa aqui. Cheguei quase em cima da hora do jogo, o estádio estava lotado, mas meu lugar estava la, desocupado e limpo.

O estádio não tem ponto cego, portanto, qualquer lugar é bom pra assistir o jogo. Como vcs podem ver pelas fotos, apesar de comprar um ingresso pra trás do gol, dei sorte e acabei sentando na “quina” do campo, na junção da linha lateral com a linha de fundo, o que me ajudou a assistir o jogo de uma forma melhor.

Outra coisa que chama a atenção é a inexistência de barreira entre a arquibancada e o campo. Tem apenas um “murinho” da altura do meu joelho que não evita qualquer invasão de campo. Mas, estamos em Londres e aqui não costuma ter coisas desse tipo.

A TORCIDA

A torcida inglesa é totalmente diferente da brasileira. Eles são apaixonados por futebol, mas são extremamente contidos na torcida e comemoração. Eles usam umas musiquinhas bem tímidas, palmas e vaias para demonstrar sua emoção, mas nada que se compare ao jeito brasileiro de torcer. Por aqui não se ouvem xingamentos ao juiz, aos jogadores adversários, enfim, os caras mostram todo o jeito inglês de ser durante a partida.

Quando foi anunciada a escalação, me espantei com a torcida vaiando alguns jogadores do time, coisa que a torcida do Corinthians não faz. Entre os vaiados estavam: David Luiz, Kalou e Malouda.   

Dentre os titulares, a torcida tem verdadeira adoração pelo Frank Lampard. É algo totalmente diferente, basta o cara tocar na bola que a galera já começa a cantar a musiquinha do Lampard: “Super, Super Frank, Super, Super Frank, Super, Super Frank Super Frank, Super Frank Lampard”
Também são bem queridos: Cech, Ashley Cole, Drogba e Ramirez.

O JOGO

O Chelsea estava em quinto lugar na Premier League e precisava ganhar para se aproximar dos lideres.

Dessa forma, começou o jogo indo pra cima e tentando jogadas de ataques contra um Bolton totalmente recuado.

Aliás, um parênteses: O Time do Bolton é uma coisa bisonha. Os caras são muito ruins e se colocássemos esse time para disputar o Brasileiro seria rebaixado na primeira divisão, quiçá na segunda.

Unica jogada do Bolton no primeiro tempo inteiro

Com o Bolton totalmente recuado, o Chelsea persistia no erro de deixar seus zagueiros armando as jogadas. Assim, David Luiz era armador no primeiro tempo.

E foi isso, um primeiro tempo chato com poucas chances de gol do Chelsea, nenhum chute a gol do Bolton e que terminou 0 a 0.

As equipes voltaram para o segundo tempo na mesma pegada, com o Chelsea atacando e o Bolton se defendendo e parecia que ia ser o mesmo jogo morno, até que uma jogada mudou a história da partida.

Aos 2minutos do segundo tempo, David Luiz (aquele zagueiro brasileiro que foi vaiado antes da partida) pegou a bola antes da linha do meio campo e partiu pela esquerda do ataque como se fosse um lateral, tabelou com alguém no meio, adentrou a área e recebeu a bola para marcar um belo gol. Chelsea 1x0 Bolton.

Perdendo de 1 a 0 o Bolton resolveu sair de trás e atacar o Chelsea, com isso, o time da casa recuou e passou a jogar no contra-ataque.

Aos 15min, num lance de escanteio, Frank Lampard colocou a bola na cabeça de Drogba para Chelsea 2x0 Bolton.

Lampard cobra escanteio para o gol de Drogba



Comemoração do 2º gol
 Não muito tempo depois, aos 33 min, Ramirez pegou a bola e partiu numa arrancada pelo meio de campo até ser derrubado na entrada de área, a bola sobrou para a ponta direita e o Juan Mata fez uma bonita jogada e cruzou na área para Frank Lampard escorar para as redes e marcar o terceiro gol do Chelsea para delírio da torcida dos blues.



Drogba com dor na unha do pé esquerdo

Comentário: O Chelsea não é nada demais não, jogou contra um time ridículo e por isso fez 3 a 0. Pra mim pareceu óbvio que os únicos que jogam alguma bola no time são: David Luiz, Ramirez, Lampard e Mata, o resto é de mais ou menos pra ruim.
Vontade de invadir


FICHA TÉCNICA:

CHELSEA: Cech, Ivanovic, Cole, David Luiz, Cahill, Essien, Ramires (Mikel - 88'), Lampard, Mata, Drogba (Torres - 76'), Sturridge (Kalou - 80'). Téc: Vilas Boas

BOLTON WANDERERS: Bogdan, Steinsson, Ricketts, Wheater, Ream, Muamba, Reo-Coker, Pratley Booked, Tuncay (Eagles - 75'), Ngog (Sordell - 65'), Miyaichi

ARBITRO: Oliver

PÚBLICO: 40.999



MATCH STATS


Possession40%60%94minsChelseaBolton Wanderers

Shots

258

On target

161

Corners

147

Fouls

713




Foi muito legal ter assistido ao jogo, e ter experimentando o jeito inglês de torcer e assistir futebol. A organização é impecável e temos muito o que aprender até a Copa do Mundo.

Foi show!

No final do jogo, encontrei em frente ao estádio um restaurante brasileiro:





Conversando com a dona, Dona Joana, fiquei sabendo que eles servem comida brasileira no almoço de quinta a domingo. Essa semana vou dar uma passada lá para matar a saudade da comida brasileira.

Até mais.