terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Day 7 - Aula + Tower Bridge

Bom galera, com o início das aulas não vou ficar aqui contando como foi a parte da manhã do meu dia de estudos ou o que comi no "recreio". Acho que essa parte não interessa a vocês e é meio repetitiva: aula, inglês, conversation, gramática, etc.

Da escola só vou falar uma coisa que tinha esquecido de falar no post anterior: Quase não há brasileiros na escola até agora. Só vi duas meninas brasileiras e que ficaram em classes diferentes da minha, o que é muito bom, pois não tenho a intenção de me misturar com essa gente...rsrs. Ahhh, a mulher que vende coisas na cafeteria da escola também é brasileira.

Saindo da aula resolvi visitar a Tower Bridge. A região às margens do Rio Tâmisa é para mim a parte mais bonita de Londres, vale muito a pena conhecer. E a Tower Bridge é um espetáculo a parte.

Foi lá que eu tirei as melhores fotos até agora e como não tenho muito pra falar hoje, vou mostrar: 








Atravessando a Tower Bridge existe um castelo conhecido como The Tower of London que é incrível. Além de ser gigante é muito bonito e tem uma história impressionante pois já serviu de moradia real, de prisão, de zoológico e atualmente guarda as jóias da coroa. Mais detalhes nesse link.


Infelizmente não pude entrar pois o período de visitação ja havia sido encerrado, mas consegui fotografar a parte de fora:


O contraste entre a modernidade (Underground)
e a história (castelo ao fundo)
E foi isso.

Beijos e abraços.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Day 6 - O início das aulas

Hoje finalmente começou meu curso de inglês.


O curso normalmente se inicia as 9:30, mas, hoje, por ser o primeiro dia, precisava chegar mais cedo para poder fazer o teste que me enquadraria no nível de inglês adequado.


Saí de casa as 7:45 por precaução e cheguei na escola por volta das 8:40 (quase 1 hora no horário de pico). Chegando na escola, me deram um teste pra fazer que consistia em 60 testes do tipo "fill in the blanks" e um "writining" de 1 parágrafo pra falar o porquê de ter escolhido a Shane Global. Achei o teste bem simples, e, de verdade, eu acho que não avalia o quanto um aluno sabe ou não da língua, mas, sei lá.


Depois do teste, o coordenador acadêmico da escola veio fazer um breve entrevista com cada um dos novos alunos. Falou comigo por cerca de 3 minutos perguntando o que eu fazia no Brasil, quanto tempo ficaria em Londres, a quanto tempo estudo inglês, essas coisas que ja temos a resposta na ponta da língua.


Muito bem, após isso, fui classificado numa sala do nível upper intermediate, o que me surpreendeu bastante. De verdade, achei que ficaria no low intermediate ou no próprio intermediate, mas o fato de terem me colocado no upper me motivou bastante. Aliás, o upper intermediate é exatamente o grau que parei no Cel-lep, o que demonstra o quão boa é esta escola aí no Brasil.


Depois de ser classificado, o coordenador acadêmico me explicou que o meu horário regular será o seguinte: das 9:30 a.m. as 12:30 p.m. (General English) e das 2:20 as 5:30 p.m (aula de conversação e de escrita) (bem pesado!!!) de segunda a sexta-feira. Ele explicou que por causa da escola estar vazia essa semana ele não teria turma para mim no período da tarde e barganhou comigo o seguinte: Essa semana eu faço o horário das 9:30 a.m as 1:30 p.m. e ele me dá 5 aulas head to head. Achei um bom negócio e topei. Semana que vem vou para o horário regular até as 5:30p.m.


Terminada a conversa com o coordenador acadêmico fui para a sala de aula ter a aula da manhã. Na sala só tinha eu, uma chinesa e o professor. Ele me explicou que essa semana a escola esta bem vazia, mas que a partir da semana que vem ja teremos de 5 a 6 alunos na sala de aula. O transcorrer da aula foi bem boa, o professor é nativo, fala devagar e tem as manhas de ensinar, gostei.


Na aula da tarde, troquei de sala e de professor. O professor de conversação é uma bichona e pra piorar não explica tão bem, vamos ver como isso irá transcorrer. Na aula de conversação eramos em 7 alunos na sala. 


Em suma, esse foi o primeiro dia de aula.


Depois da escola aproveitei pra visitar a Abbey Road que é uma Rua famosa aqui em Londres que deu nome a um álbum dos Beatles. Todos conhecem a Avenida pela tradicional foto do álbum:


  
A faixa de pedestres continua lá como vocês podem ver na foto abaixo, mas o Beatles ja terminaram de atravessar a rua e não os encontrei. 





Depois disso, dei uma passada no Tate Britain que é um museu de arte moderno bem famoso aqui em Londres. Fiquei um pouquinho lá, vendo arte que não entendo e vazei.




Na saída do Tate, peguei um barco pelo Tamisa que me levou até um outro ponto da cidade. Isso é muito legal. O transporte aqui é tão bom, que você usa tudo de forma integrada: ônibus, metrô, trem, bicicleta e até barco.


Bom, foi isso.


See you guys. 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Day 5 - Camden Town

Pessoal, o passeio hoje foi realmente espetacular.


Conheci um lugar muito bacana aqui em Londres chamado Camden Town. Até agora, é o lugar mais legal que eu ja fui aqui. É totalmente alternativo, repleto de pessoas de todas as partes do mundo, vestidas cada qual de seu jeito. Tem punks, emos, discos, e tudo mais que vcs possam imaginar.


É difícil explicar o que é o bairro de Camden Town. Imaginem a região da 25 de março, sem os ambulantes, mas com vários mercados do tipo galeria pajé, só que todos térreos. Ao invés dos eletrônicos, imaginem lojas de todos os gêneros (roupas, calçados, coisas para a casa), enfim, é como se fosse um shopping bem antigo, a céu aberto, na região da 25 de março, com gente de todo o tipo.


A primeira vista vai parecer: Nossa que merda! Mas não é. É muito show!


Como acho bem difícil explicar em palavras o que é o Camden Town, seguem algumas fotos para ajudar:






Dentro de um dos vários mercados que existem em Camden Town existe um lugar muito alternativo chamado   Ciberdog. Esse lugar é do cacete e tem um monte de coisas cyber pra vender, roupas alternativas, uma música bem alta tocando e gente de todo tipo. Muito show!



Quem me levou a esse lugar, foi o Sebastiano, o italiano que divide a casa dos Harper comigo. Foi muito legal porque, além do italiano ser supre gente boa, falamos inglês o dia inteiro. E foi muito bom porque ele tem um inglês melhor do que o meu e pode me corrigir quando eu falei algo errado. Enfim, do ponto de vista do inglês, o dia foi muito produtivo.

Sebastiano
Depois de conhecer Camden Town fomos almoçar e eu experimentei uma comida mexicana que estava bem boa, mas está me ardendo até agora.


Depois disso, como não poderia deixar de ser, terminamos a tarde num PUB:



E foi isso. Um dia bem proveitoso passado num lugar bem legal que, para quem não conhece, vale a pena conhecer.


Amanhã começam minhas aulas e vamos ver como o inglês se desenvolve.


See you.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Day 4 - National Gallery + Big Ben

Comecei o dia tarde hoje, fiquei enrolando em casa e só fui pra rua ao meio dia. Dentro daquele esquema de passeios baratos ou gratuitos, resolvi ir à National Gallery.



A National Gallery é mais ou menos como a Pinacoteca em São Paulo, um lugar que vc sabe que é importantíssimo porque guarda as mais importantes obras de grandes artistas, mas que, no Brasil, poucas pessoas gostam. 


Aqui é diferente, o europeu é aficionado por obras de artes e eles realmente curtem essas coisas. O lugar estava realmente cheio.


Pra visitar a coleção definitiva da National Gallery vc não paga nada. Se quiser, pode comprar por £3,5 o audio que explica qual é que é dos quadros que vc vê. Como preciso aproveitar todo o inglês que estiver disponível, comprei o raio do audio que é um tipo de um ipod que eles te emprestam e que de acordo com o numero do quadro ele te diz detalhes da pintura e do artista.


É incrível como você fica encantado com os quadros mesmo não entendendo patavinas de arte, como é o meu caso. Pena que lá dentro não se pode fotografar.


Quando saí da pinacoteca com grife, tinha uma galera lá fora fazendo um auê. Eram tipo uns estudantes da USP (só que mais velhos) que estavam protestando contra alguma coisa, o tema da vez era a prisão de Guantánamo Achei bem legal, vejam as fotos: 
 
Os de laranja são os protestantes fantasiados de prisioneiros


Saindo de lá, caminhei até a beira do Rio Tamisa pra visitar o símbolo mais famoso de Londres: 


O Big Ben é bem legal. Ele fica numa área bem grande e colado no Parlamento Britânico da foto abaixo:




Depois de passear pela área do Big Ben e do Parlamento, resolvi que percorreria o Rio Tamisa pela margem, só que isso levaria muito tempo e logo anoiteceria, o que atrapalha o passeio e, principalmente, as fotos. Resolvi, então, tentar um meio mais rápido de transporte.


Em Londres, existe uma parceria entre a prefeitura e o Banco Barclays que disponibiliza por toda a cidade milhares de bicicletas para quem quiser alugar. É bem simples e rápido, vc pega seu cartão de crédito, enfia na máquina de alugar bike e pronto. Os 30 minutos inciais são grátis e a primeira hora custa £1. Depois é só devolver no mesmo lugar:

As bikes esperando para ser alugadas
De posse da bike, fui pedalar às margens do Rio Tamisa, o que foi bem legal porque, além do exercício, foi possível ver algumas paisagens que eu demoraria bem mais tempo pra ver:



Eu e a Bike

Depois disso tudo, voltei pra casa onde o Doug tinha feito hambúrgueres de janta. 


Até mais galera. See you later!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Day 3 - Backer St + Westminster Abbey

Como aqui em Londres os passeios são muito caros e o meu objetivo número 1 aqui é estudar, resolvi adotar nesses dias em que não tenho aula, uma programação de passeios grátis mais barato possível.


Hoje de manhã fiz uma pesquisa e descobri que Londres possui vários passeios que aparentam ser bem legais e que são grátis ou menos caros. Pensei: São nesses que eu vou!


Saí de casa no final da manhã e fui para o que é, para mim, a Rua mais famosa de Londres (quiçá do mundo): A Baker Street.


É óbvio o que fui fazer lá, fui conhecer o endereço mais famoso do mundo o 221B da Baker St, onde, segundo Sir Arthur Conan Doyle, morou um tal Sherlock Holmes.


Pra quem não sabe o número 221B da Baker St jamais existiu. No entanto, os ingleses montaram um prédio de acordo com as descrições dos livros e colocaram na porta o tal numero 221B. É lá que hoje funciona o Sherlock Holmes museum:


Entrando no museu a primeira coisa que vc vê é uma loja de suvenirs de todos os tipos. Lá vc pode comprar desde um chaveiro do Mr. Holmes até a réplica da lupa que ele supostamente usava, tem de tudo lá dentro. Comprei pra mim um livro com todas as histórias do SH que ja foram escritas, pela bagatela de £15.


Na loja de suvenirs vc também compra o ticket pra conhecer o museu. Custa 6£ e achei que valeu a pena. 
O museu é uma réplica do apartamento que é retratado pelo Dr. Watson nos livros de Conan Doyle, tem vários detalhes, como a cama de SH, as poltronas onde ele e Watson conversavam em frente a lareira, diário do Watson, enfim, coisa pra caramba.


Foi muito legal a visita ao museu, tirei várias fotos, no Brasil mostro a vocês.


Depois do passeio no museu, resolvi almoçar, entrei num restaurante pequeno da Baker St e pedi a mais tradicional comida aqui em Londres: fish and chips, que, pra quem não sabe, é um peixe frito e empanado servido com batata frita. Nada demais, bem calórico e custou 5£. 


Comendo fora do Brasil é que vc percebe um dos motivos que fazem os gringos adorarem o nosso país. Nossa comida é a melhor do mundo.


Cansado do museu e de barriga cheia resolvi fazer uma das coisas que mais gosto:





Os pubs daqui são bem legais, pena que a cerveja é tão cara. Essa Heineken aí da foto custou 4£ (R$12,00).


Depois de sair da Baker St fui até a London Bridge, que não é a Tower Bridge (e só descobri isso ao chegar lá), mas valeu por conhecer:






Por fim, como ja estava escurecendo (no inverno escurece as 4:00 p.m.) resolvi ir até a Westminster Abbey.


Pra quem não se lembra, essa Westminster Abbey é aquela igreja onde casaram o príncipe Willian e a Kate Middleton no ano passado, durante aquela cerimônia que ficou enchendo o saco passando nas TVs do Brasil durante um tempão. É a igreja frequentada pela monarquia britânica e é lá onde foi realizada a cerimônia de coroação do Rei George VI (pai da Beth) que é retratada no filme "O Discurso do Rei" (The King's Speech).


A igreja é essa aí ó:




Não se enganem pela foto, a bicha é imensa, a maior igreja que eu ja vi depois da Catedral de Aparecida aí no Brasil. E é muito bonita também, num estilo todo gótico, mas bem bonito.


Chegando lá, tinha um passeio pra conhecer e fotografar a igreja por dentro que custava £16. Pensei: "O quê, pagar quase R$50,00 pra tirar foto da igreja?! Nem a pau!" Esperei mais um pouco, e quando ia começar a missa me enfiei no meio dos fiéis e fui assistir ao raio da missa em inglês e conhecer a igreja.


Assisti a missa e conheci a igreja por dentro. É fenomenal! Se estivesse aqui a turismo teria ido no passeio e tirado as fotos, vale a pena. Queria ter tirado foto dos túmulos de William Shakespeare, Sir Isaac Newton e Charles Darwin que estão sepultados lá.


Por fim, voltei pra casa onde os Harper estavam me esperando para jantar.


Sobre o inglês: Vocês sabem, fiz 8 livros de Cel'lep, estudei 2 anos e meio de inglês aí no Brasil e, mesmo assim, é muito difícil de falar e entender os nativos quando vc chega aqui. Parece que eles falam uma língua que vc não estudou. Agora, após 3 dias ja sinto considerável melhora no listening, mas, mesmo assim, não entendo tudo. O povo da casa tem me ajudado bastante, tanto o Doug quanto o Sebastiano (que é o nome do italiano que mora aqui tbm) falam mais do que o homem da cobra, o que ajuda bastante a me enturmar e melhorar o ouvido.


É isso galera.


Saudades de todos.  

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Day 2 - Aprendendo a me locomover

No segundo dia, a ordem foi aprender a se locomover por Londres.


O Doug ja havia se predisposto a andar comigo pelo bairro para me ensinar onde ficam os principais pontos de ônibus e a estação de trem que fica próxima à casa.


Acordei umas 8:00, tomei café, conversamos um pouco e saímos pelas redondezas bem agasalhados pois hoje estava mais frio do que ontem. 


A estação de trem Stroke Newington fica bem próxima a casa, cerca de 2 quarteirões, mas é trem e não metrô, o que, ao que parece, influencia menos na qualidade do que no tempo de espera. Como estamos na Inglaterra, existe horário pré definido para o trem passar: a cada 15 minutos nos horários de pico e mais espaçados durante a tarde.


Depois disso, Doug me apresentou as principais ruas do bairro, os principais pontos de ônibus e fomos a um mercadinho para que eu pudesse adquirir meu oyster card.




O tal do Oyster card é um cartão magnético, bem similiar a esses que temos em São Paulo, que te permite comprar passagens de ônibus, metrô, trem e até barco com descontos bem significativo. Optei por um plano semanal que me permite pegar quantos trens, ônibus e metrô eu quiser no período de 1 semana pela bagatela de £29,20 (aproximadamente R$60,00). 


Depois de comprar o Oyster card, Doug e eu pegamos um ônibus e fomos até um bairro chamado Angel para que pudéssemos passar em uma loja e tentar consertar minha máquina fotográfica. 


Chegando na tal da loja, minha primeira situação embaraçosa: O rapaz da loja pegou a máquina, trocou as pilhas, ela voltou a funcionar e fiquei com cara de idiota. Não me preocupei muito, pois lembrei dos conselhos do Rafael Borges e mandei um: "Sorry, I'm from Argentina" e ficou tudo bem.


De lá, o Doug voltou pra casa e eu fui dar um rolê pela cidade. Peguei um ônibus e fui pra Oxford St, uma das principais, senão a principal, avenida de Londres.


A Oxford St é uma avenida que lembra muito a Calle Florida em Buenos Aires. Comparando com algo que temos no Brasil seria uma Avenida Paulista com prédios bem mais baixos e ao invés de bancos e escritórios, repleta das mais diversas lojas. É uma avenida bem bacana e foi muito legal ter ido lá. Com a camera "consertada" tirei algumas fotos:






  


Essa avenida deve ser o paraíso para as mulheres porque é uma 25 de Março com muita grife e situada em Londres. Tem coisas de todos os gêneros, desde as mais baratas numa loja chamada Primark, até as marcas mais famosas, numa boutique imensa chamada Selfridge.


Durante o passeio na Oxford St, fui conhecer o local onde fica a escola onde eu vou estudar a partir da próxima segunda-feira. É bem pertinho de onde eu estava, fica em uma travessa da Oxford. A escola é um prédio antigo com uma placa bem simples na porta:




Depois de rodar a tarde inteira pela Oxford St e comprar um chinelo de frio, um cachecol e 6 pares de meia por £4,50 (roupa é bem barato aqui em Londres) fui andar um pouco de metrô pra ver como funciona e depois voltei pra casa.


Apesar de não parecer, foi um dia bem cansativo, mas ao final do dia a meta de aprender a se locomover em Londres foi atingida. Agora me sinto apto pra ir pra qualquer lugar em que o metrô e os ônibus cheguem, ou seja, quase toda a Londres.


Amanhã tem mais.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Day 1 - A viagem e a chegada em Londres

Depois de muito esperar, embarquei para Londres na terça-feira a noite, com muita dor no coração de deixar esposa, família e amigos pra trás. Mal embarquei e ja sentia saudades. O voo da TAM estava previsto para as 23:50 e decolou as 00:20.


O vôo


O avião da TAM é bem legal, bem diferente dos Airbus 320 que estamos acostumados a ver nas viagens domésticas. O avião que faz o trecho São Paulo-Londres é um moderno Boeing 777, com monitores individuais e tudo mais.


Como sempre, dei um tremendo azar e viajei ao lado de 8 estudantes de 16 anos de uma escola de Florianópolis que sentaram ao meu lado, no banco da frente e no banco atras de mim, transformando uma calma viagem noturna em uma aula sobre música teen, papo besta de 5ª série e fofocas sobre uma tal de Camila, que ao que parece ja saiu com o colégio inteiro. É meu amigo, estou ficando velho, não aguento mais isso.


Pra piorar, minha máquina fotográfica pifou em pleno voo, por isso, não vou conseguir colocar umas fotos nesse post. Vou ter que me virar pra resolver isso aqui em Londres.


O voo demorou exatas 10h50 e cheguei no aeroporto de Heathrow hoje as 11h13 horário de Brasília (1:13 p.m - horário de Londres).


A primeira coisa que chamou a atenção em Londres foi o aeroporto. Um puta aeroporto! Gigante, limpo, moderno, realmente bem legal. Agora entendo algumas críticas aos aeroportos do país da próxima copa.


A imigração


Comentei com alguns de vocês nos últimos dias que estava bastante preocupado com o controle de imigração de Londres. Li algumas histórias sobre brasileiros deportados e, como era a minha primeira vez, estava realmente com medo de ter algum problema e ser enviado de volta para o Brasil, o que, fatalmente, acabaria com o meu intercâmbio.


Apesar da minha preocupação, fui atendido na imigração por um inglês, aliás, um dos poucos, pois na imigração britânica só tem indiano (e a diferença é claramente notável), que falou comigo em português (pasmem!). Tá bom, tá bom, o cara mandou um portunhol, bem meia boca, mas completamente inteligivel. Ele só me perguntou, o que eu vim fazer no Reino Unido (respondi: estudar), o que eu faço no Brasil (respondi: sou advogado) e quanto tempo eu pretendia ficar em Londres (respondi: 3 meses). Bateu o carimbo no meu passaporte me autorizando a ficar por 6 meses. Foi muito tranquilo! Não pediu pra ver sequer um dos vários documentos, cartões de crédito e declarações que preparei com tanto cuidado no Brasil.    


Ultrapassada a imigração, peguei a mala e fui direto para o saguão do aeroporto, não sem antes ser interceptado por um guarda do aeroporto que de alguma forma achou minha conduta estranha e me parou. Ele perguntou se eu tinha alguma droga, algum alimento, o que fazia no país, onde ia ficar, se pretendia viajar pela Europa, enfim, fez todas as perguntas que o oficial da imigração não fez, e, ao final, pediu para eu abrir minha mala. Mostrei minhas cuecas a ele, pois, afinal, ele fui muito educado.


Pronto, tinha entrado no país.


A segunda coisa que chama a atenção em Londres é o clima. É frio pra daná mesmo! E um frio diferente do que temos aí no Brasil. Venta bastante e tem um ar bem congelante, tipo polar, mesmo. Quando cheguei, a temperatura era de 8ºC, mas a sensação térmica era bem menor do que isso, com certeza.


Ainda no aeroporto encontrei o rapaz do transfer que me levaria à casa dos Harper. O Edir, nome do brasileiro que fez o transfer, nasceu em Belém-PA, foi criado em SP, e mora em Londres a nove anos trabalhando como motorista e fazendo todos os tipos de bicos. O cara é bem gente boa e me deu várias dicas sobre moradia, caminhos, brasileiros em Londres, restaurantes, etc. 
Ele me ajudou com meu celular, que embora desbloqueado no Brasil, não funcionou em Londres. Fomos até um  xing ling Londrino onde um paquistanes pegou meu celular, fez uns abracadabras, desbloqueou o aparelho e me cobrou 10 pounds (FDP!).


Depois disso, finalmente, cheguei na casa dos Harper.


Os Harper 


Chegando na casa onde ficarei o próximo mês, tive uma agradável surpresa. A casa é bem bonita e decorada com um incrível bom gosto. O Mr. Harper, que pediu pra ser chamado de Doug, é um sujeito muito animado, conversador e bem engraçado. Me apresentou a casa inteira, me explicou o funcionamento da lavagem de roupa, a qual será feita pela Ms. Harper (Nora) as sextas-feiras, me deu um mapa com as instruções pra chegar e sair da casa e me explicou as várias regras que ele impõe pros estudantes.


As regras não são nada absurdas, nada que alguém um pouquinho educado ja não faça naturalmente. Apenas duas me chamaram a atenção negativamente: banho de no máximo 10 minutos e ter que ligar pra avisar caso não venha jantar com eles, para que a Nora deixe meu prato no microondas. Fora essas duas regrinhas chatas, o resto é bem legal: estou sozinho num quarto grande, confortável, com TV e internet sem fio e fui acolhido muito bem.


O jantar 


Meu primeiro jantar com os Harper trouxe novas surpresas boas. Descobri que além de mim, tem mais um rapaz italiano na casa, o que é bom, pois, é mais uma pessoa pra praticar o inglês. O jantar foi bem animado e durou mais de 1 hora de conversa. Descobri que o Doug (Mr. Harper) é escocês e a Nora (Ms. Harper) é londrina. É incrível, mas tive a impressão que esse fato torna o linguajar bem diferente. Tenho muito mais facilidade em entender o que o Doug fala do que o que a Nora fala, mas vou me virando. O bom é que eles gostam de conversar.


A comida trouxe boas surpresas também. De entrada, me serviram uma sopa verde (parece que era de ervilhas, mas não sei), comi um pouquinho para experimentar e estava até que boa. O prato principal foi batata fritas em cubos, com carne assada fatiada e uma iguaria tipicamente londrina com nome de cachorro chamada: yorkshire pudding, que é um tipo de bolinho, meio frito e meio salgado, até que bem razoável.


De sobremesa teve café e alguns doces que não provei.


Enfim, o primeiro dia foi bem tranquilo e com várias surpresas agradáveis. 


Amanhã conto mais.


Van, saudades!